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O 'sambeiro pianeiro' que fez o Brasil cantar 'Retalhos de cetim': Benito di Paula morre aos 84 anos

Um dos cantores mais populares do Brasil nos anos 1970 morreu no domingo (18), em São Paulo. O velório, aberto ao público, foi marcado para a terça-feira (20), no Theatro Municipal.

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O essencial

  • Quem: Benito di Paula, cantor, compositor e pianista
  • O quê: Morreu aos 84 anos, em São Paulo, na noite de domingo (18) (g1)
  • Velório: Aberto ao público, na terça-feira (20), no Theatro Municipal (O Globo)

Checado pela redação do House of Grey. As fontes estão linkadas abaixo.

Arte tipográfica com teclas de piano e o texto: Benito di Paula, 1941 – 2026, o sambeiro pianeiro de Retalhos de cetim
Arte: House of Grey (sem foto)

Tem voz que a gente reconhece no primeiro acorde de piano. A de Benito di Paula era uma delas. O cantor, compositor e pianista, um dos artistas mais populares do Brasil nos anos 1970, morreu na noite de domingo (18), em São Paulo, aos 84 anos. Segundo o g1, ele estava no Hospital Nove de Julho e morreu em decorrência de complicações de um câncer de próstata, doença contra a qual lutava havia cerca de um ano.

De acordo com O Globo, Benito passou mal no fim da tarde e foi levado ao hospital pelo filho, o também cantor e pianista Rodrigo Vellozo, mas não resistiu. Ele morreu a pouco mais de um mês de completar 85 anos.

Despedida aberta aos fãs

A despedida foi aberta aos fãs: o velório foi marcado para a terça-feira (20), das 9h às 15h, no Theatro Municipal de São Paulo, no centro da capital paulista, informaram O Globo e a Quem. O sepultamento foi marcado para as 17h, no Cemitério Morumby, em cerimônia reservada à família.

Benito di Paula canta ao microfone em um palco escuro, com um piano ao fundo
Benito di Paula em apresentação exibida pela TVE RS em 2022. Foto: TVE RS / Wikimedia Commons, CC BY 3.0

Benito deixa dois filhos, Rodrigo e Thiago Vellozo, e duas netas.

O "sambeiro pianeiro"

Nascido Uday Velloso em Nova Friburgo, na Região Serrana do Rio, em 28 de novembro de 1941, e criado no Rio de Janeiro, Benito conquistou o Brasil com um samba diferente de tudo o que tocava nas rádios. Como lembra o crítico Mauro Ferreira no g1, ele nunca se colocou na dinastia de Martinho da Vila e Paulinho da Viola. Preferia se chamar de "sambeiro" e de "pianeiro".

Foi nas boates, tocando à noite, que ele descobriu que as teclas do piano podiam soar como uma batucada. Esse suingue, segundo o g1, de certa forma antecipou o pagode paulista que explodiria nos anos 1990 com grupos como o Raça Negra. E quem viveu os anos 1970 lembra do visual inconfundível nos programas de auditório: anéis, casacas, colares, gravata-borboleta e os cabelos longos e cacheados.

Uma sequência de hits

O primeiro disco saiu em 1971, e o primeiro sucesso veio com "Violão não se empresta a ninguém" (1972). Mas o reinado começou de verdade em 1973, com o samba-canção "Retalhos de cetim", que virou um fenômeno.

Dali em diante, foi impossível não ouvir Benito. Entre 1973 e 1977 vieram "Charlie Brown" (1974), "Beleza que é você mulher" (1974), "Bandeira do samba" (1975), "Como dizia o mestre" (1975), "Do jeito que a vida quer" (1976), "Tudo está no seu lugar" (1976) e "Proteção às borboletas" (1977), entre tantas outras, lista o g1. Nos anos 1980, ele ainda emplacou "Ah! Como eu amei" e "Amigo do sol, amigo da lua", tema da novela A gata comeu (TV Globo, 1985).

Sua maior influência assumida, conta Mauro Ferreira, era o bamba Ataulfo Alves.

Reconhecimento em vida

Nos últimos anos, a obra de Benito passou por uma bela reavaliação. Ele lançou os álbuns A felicidade é nossa (2017) e O infalível zen (2021), este para celebrar seus 80 anos. Em 2025, foi homenageado como enredo da Águia de Ouro no Carnaval de São Paulo, com o desfile "Em Retalhos de Cetim, a Águia de Ouro do jeito que a vida quer", e desfilou emocionado em um dos carros alegóricos, relembra o g1.

E houve tempo para mais uma festa. Em julho deste ano, segundo O Globo, ele fez sua última aparição pública no espetáculo Benito 85, idealizado por Rodrigo como uma celebração antecipada dos 85 anos do pai. Pai e filho, aliás, vinham dividindo projetos nos últimos anos, com o piano sempre no centro.

"Meu samba me ajuda na vida"

Em "Do jeito que a vida quer", Benito cantava que o samba o ajudava a seguir em frente e fazia a dor passar esquecida. É difícil pensar em uma despedida mais adequada para alguém que passou mais de cinco décadas fazendo o Brasil cantar junto.

Como resume o g1, o aval mais importante, o do público, sempre foi dado de imediato a esse artista. Por isso, a despedida no Theatro Municipal foi aberta justamente a esse público.

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Perguntas frequentes

Do que morreu Benito di Paula?

De complicações de um câncer de próstata, contra o qual lutava havia cerca de um ano. Ele morreu por volta das 20h de domingo (18), no Hospital Nove de Julho, em São Paulo, segundo O Globo.

Onde foi marcado o velório?

No Theatro Municipal de São Paulo, na terça-feira (20), das 9h às 15h (horário de Brasília), aberto ao público. O sepultamento foi marcado para as 17h, no Cemitério Morumby, restrito à família, informou O Globo.

Quais são os maiores sucessos de Benito di Paula?

Entre eles, 'Retalhos de cetim' (1973), 'Charlie Brown' (1974), 'Beleza que é você mulher', 'Do jeito que a vida quer', 'Tudo está no seu lugar' e 'Amigo do sol, amigo da lua', tema da novela 'A gata comeu'.

Como checamos esta notícia

Cada fato, número e citação desta notícia foi checado com as 4 fontes linkadas abaixo (g1 (Mauro Ferreira), O Globo, Quem, Wikipédia). As citações aparecem como essas fontes publicaram, o que não está confirmado é sinalizado e as fotos têm licença Creative Commons com crédito.

Fontes

Créditos das fotos

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